Não sei exatamente qdo, mas por volta do começo dos anos 80 existiu um tal de pro-alcool. Tbm ñ sei exatamente o q era, mas mais ou menos o governo incentivou usineiros, e começamos a produzir mais álcool combustível para abastecer os novos carros movidos a este combustível que estavam sendo lançados no mercado.
Mó barato!!! A gente q na época ñ éramos “autossuficientes” em petróleo, tínhamos encontrado uma solução para produção de combustível. Poco Loko?! A gente plantava energia. Mó moral! Daí começou a chover carro a álcool no mercado. Teve até uma equipe de Formula 1 brasileira (a única equipe brasileira até hj) q utilizou esse tipo combustível .
Daí qdo o mercado tava infarado de carros à álcool, segundo os usineiros, o mundo teve uma súbita necessidade de consumir açúcar, daí os usineiros resolveram produzir açúcar ao invés de álcool combustível, daí faltou álcool no mercado nacional e é claro o q sobrou ficou caro, até faltar mesmo (ou esconderem estoques).
A tá! Quem ñ é da época, antes carro à gasolina só funcionava a gasolina e carro a álcool só funcionava à álcool.
Essa foi a época do pro-álcool. Uma puta idéia de plantar energia, sustentabilidade (numa época q essa palavra nem era dita), e permitir auto-suficiência se tratando de combustíveis. Mas que por ganância exagerada de usineiros ou pelo incomum consumo de açúcar no mundo ñ deu muito certo na época...
Daí o povo ficou meio pé atrás com o álcool e a venda e conseqüente produção de veículos q usasse esse combustível diminuiu. Diminuindo a produção desses veículos, e sempre q alguém podia convertia o q tinha pra gasolina, o consumo de álcool diminuiu tmbm. Mas numa falta de sorte dos usineiros, parece q o mundo enjoou de açúcar, pq eles começaram a passar necessidades “empresariais”. Os usineiros q tinham trocado as nossas necessidades e a nossa sacada em produção de energia para matar a vontade dos gringos em açúcar, foram pedir uma ajudinha pro governo..., governo q deveria zelar pelo povo q o colocou lá, aliás, a gente tinha perdido a prática em votar pra presidente na época...
Daí (falo muito daí né?!, rss) o Brasil é um lugar tão maravilhoso q uma canetada de alguém mudou as leis da química e com isso permitiu q a gasolina recebesse ¼ em seu volume de álcool para funcionar em motores q ñ foram projetados pra isso. Lembrando, ainda ñ existia carros Flex. Daí armô! Pra cada 3 litros de gasolina abastecido 1 era de álcool. Pronto! O problema dos usineiros (que eles mesmos causaram) estava resolvido. Mas o carro a álcool sempre continuou existindo.
Daí vem uma guerrinha no golfo aqui, 2 predinhos derrubados ali, armazenamento de armas químicas acolá (tão bem escondidas q nunca acharam) e bum!!! A gasolina começa a ficar cara, e quem tem carro a gasolina começa a ficar com zóio grande em quem tem carro a álcool. Então se perguntava:
- “Se vc tá com inveja do cara com carro a álcool pq vc ñ compra um?!
- “A não..., Vai q dá aquela cagada do pro-alcool de novo.”
Uma solução paliativa pra quem tinha carro injetado era trocar um tal de “chip”, rss. Maracutaia, mas se num decreto os motores passaram a aceitar ¼ de álcool, pq ñ a enganação do mecânico poderia ter sentido. E ó! Até dava certo. Afinal, acho q o q menos tem na gasolina é gasolina mesmo, dependendo de onde vc abastece.
Mas eis q resurge a genialidade do brasileiro e inventam o tal carro Flex. Segundo vi (numa busca bem crua) no Wikipedia desde 2003. http://pt.wikipedia.org/wiki/Ve%C3%ADculo_flex#Ve.C3.ADculos_flex_por_pa.C3.ADs
Agora os ricos (compradores de carros novos) tinham a oportunidade de escolherem com o q abastecer.
Eis q ressurgem as construções de novas usinas, empresários internacionais vêm ao Brasil comprar nossas velhas usinas.
Eu moro no interior. Trabalho numa cidade maior a quase 300 Km da minha querida cidade, mas qdo estou voltando pro q eu considero meu lar, meu berço; entre uma cidade e outra é comum vc em 10, 15, 20Km ñ ter urbanização ao longo das estradas, só plantações em fazendas. Anteriormente plantações de batata, feijão, café, até de girassol. Era até bonito de se ver, vc ia viajando e a cor das culturas ia trocando. De um tmp pra cá, com a invasão dos Flex, só se via cana. Temia. Temia pq pensava o q eu ia comer? Ñ se via mais plantação de nada, só de cana pra abastecer os carros flex. No começo ria dos proprietários de carros Flex. Questionava pq tinham pagado R$2.000,00 a mais num motor flex se só usavam álcool.
Eis q o mundo de novo fica “sedento” por açúcar e nossa produção de álcool (agora chamado etanol, pq é assim que os gringos o tratam e a globo assim o popularizou) cai de novo.
E de novo, como há 20, 25 anos atrás o preço do álcool começa a subir, daí tem uma conta q o dono do carro flex tem q fazer q diz que o álcool pode custar até 70% o preço da gasolina.
Incrível!!!! O álcool custa 70% o preço da gasolina. Ñ custa 60% ou 80%, custa exatamente o limite da dúvida.
http://economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=201001091507_RED_78661288
Não consegui descobrir qtas usinas foram criadas desde 2003, tão menos qto isso representou de aumento acima da média desde a criação do carro flex. Achei apenas q para o ano passado estavam previstos a criação de 35 usinas e pq da tal crise só 20 seriam inauguradas, rss, só 20. Tá! 20 não é um numero grnade para criação de empregos, mas acredito ñ terem sido criados o mesmo números de empresas montadoras de carros.
Ñ posso ser ingênuo de culpar os usineiros por visarem o lucro, mas sei lá, acho q o governo deve defender sua nação, lembrando q houve uma invasão de usineiros estrangeiros (e q o $ deve estar indo embora). Acho q o governo na liberação para construção de novas usinas deveria com suas Agencias, achar um meio de exigir q as nova usinas produzissem apenas álcool combustível, ops, agora é etanol q nem lá fora. Eta nóis! Cheios de idéias, e ainda achamos q devemos copiar TUDO dos gringos. Pior q as coisas realmente boas a gente ñ copia, a gente importa...
Vi tmbm q o Etanol gringo é produzido a partir do milho. Sei lá, parece q lá cana ñ pega (aqui ñ se pega cana, bom..., desculpem, foi uma tentativa infeliz dum trocadilho com cadeia). Vi tmbm que pra se produzir uma determinada quantia de Etanol gastasse mais energia, grana e se polui mais do q o nosso produzido a partir da cana. Saca?! Muito mais eficiente.
Infelizmente ñ consegui interpretar e compilar esses valores, mas vale dar um bisu pra vcs entenderem.
http://ecen.com/eee59/eee59p/cana_melhor_conversorl.htm
http://www.lemma.ufpr.br/wiki/index.php/Sobre_bio-etanol:_cana-de-a%C3%A7%C3%BAcar_e_milho
O foda é q eu sou da roça e sei q a cana “chupa” muito a água da terra. Fode com a terra onde ela esta sendo plantada, alias, monocultura em geral fode com qqr terra. Mas saca?! Pq a gente ñ exporta Etanol pra eles. Já adotamos até o mesmo nome. Vou propor isso pro meu Deputado q foi lá em casa “batê parma” pra pedir voto (e ganhou meu voto, como nos últimos 16 anos). O foda é q tem q ter cuidado com isso, pq como agora os empresários são internacionais, a grana iria pro pais sede das empresas deles e a nossa água iria embora em forma de produto, então teríamos q estudar um meio de compensação ambiental, mas pensou q tesão seria ver uns “petroleiros” transportando álcool pros gringos que sofrem com seu milho, q é muito bom pra fazer sucrilhos e Jack Daniel’s, mas um desastre pra produção de combustível.
Bom galerinha! É isso. O (agora) etanol que a gente produz (em maior quantidade pros carros com tecnologia que nós inventamos ou aperfeiçoamos, mas com certeza provamos ser viável), poderia ter uma política de defesa de preço se as novas usinas tivessem licença apenas para a produção de álcool e ñ para produzir açúcar (ñ imagino pra onde vai tanto açúcar), e ainda uma política de impostos q subiria à medida q se aproximasse dos tais 70% do preço da gasolina. E que a gente poderia até exportar, mas exportar o produto final, ñ a matéria prima, mas guardando os cuidados ambientais para monocultura e tmbm de evazão de divisas pro $ ficar aqui no país q sedeu terra, trabalho e água para produção. E tmbm por um limite nisso se ñ a gente vai ter q importar comida.
Assisti uma vez um programa q tem um francês q viaja o mundo para conhecer a culinária local, rss, qdo ele conheceu o Brasil quase morreu numa churrascaria rodízio de tanto comer, rss, e numa outra parte do programa saiu com uma mina e levou ela pra tomar suco. Saca?! Levou pra tomar suco. Disse q no Brasil por causa da grande quantidade de frutas os sucos são baratos. Puta q pariu! Eu sei q um suco de laranja custa R$2,00, isso pra mim ñ é barato, mas pra eles q ñ tem isso à mão é muito barato. Agora imagina se a gente infarar nossos campos de cana a ponto de faltar outros cultivos. O Feijão volta a R$8,00/Kg. Então cuidado nisso tmbm.
Mais uma coisa. Sou confuso nas idéias. Só escrevi esse desabafo pq li a seguinte matéria hj:
Unica solicita ao governo tarifa zero para a importação de etanol
Não é pra importar nem pra dar incentivos fiscais (q é outra coisa q me revolta) para compensar a queda nas vendas de álcool.
Porra! Só tá vendendo menos pq subiu. E os ricos q compraram carros novos (as custas de queda de impostos pras compras deles, mas com alguma forma de compensação pelos pobres) estão escolhendo gasolina. E só subiu o preço do álcool pq houve queda de produção. E só houve queda de produção pq os donos do álcool q tmbm são donos do açúcar escolheram lucrar mais com açúcar...
Ou é mentira q houve uma demanda por açúcar, ou os usineiros lucraram mais com essa escolha, então ñ precisam de ajuda.
Agora absurdo importarem um produto produzido com menor eficiência q o nosso e a única questão ser um imposto de 20% sendo q a produção do nosso produto é mais eficiente que o deles. Ué! Vamos vender menos açucar...
É isso aí.
Obrigado pelo ombro emprestado e mais uma vez perdoem minha gramática dramática.
Abraços do Tiozão.
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